Exposições Selecionadas
Esta série de pinturas abstratas de paisagem nasce de dois aspetos fundamentais da minha vida: o meu trabalho agrícola no Alentejo e a ligação duradoura à minha terra natal, a ilha da Madeira. Em conjunto, estas experiências dão forma a uma linguagem visual que explora a memória, o lugar e os ritmos da natureza.
Inspiradas pelas estações do ano, pelos ciclos agrícolas e pelas cores em constante transformação da paisagem, estas pinturas refletem simultaneamente a serenidade das vastas planícies alentejanas e a nostalgia do Oceano Atlântico que envolve a Madeira. A linha do horizonte constitui o ponto de partida de cada composição, enquanto a cor, a textura e o gesto evocam a relação em permanente transformação entre o céu e a terra.
Através de um processo intuitivo e experimental, procuro captar a essência da paisagem, mais do que a sua representação literal. O acaso, a materialidade e a interação entre a tinta e a superfície tornam-se elementos fundamentais do processo criativo, permitindo que cada pintura emerja como uma paisagem abstrata singular. Em vez de representar um lugar específico, estas obras convidam o observador a imaginar os seus próprios horizontes e a estabelecer uma ligação pessoal com a paisagem.
Embora assente na abstração, a minha prática artística é influenciada pelo legado da pintura norte-americana do século XX, em particular pela Color Field Painting, Action Painting, Expressionismo Abstrato e pela New York School. Estas referências são reinterpretadas a partir da minha própria experiência da paisagem, dando origem a pinturas que equilibram observação, memória e exploração da matéria.
























